Desafio de Cinema: 52 Filmes em 52 Semanas

foto: pexels

 

Quando a Marina Paiva lá do Querido Click criou o desafio 52 Filmes em 52 Semanas, ficamos doidos pra participar, mas como vocês já devem saber, nosso maior inimigo é a procrastinação. Ainda assim, nós mantivemos a idéia e a vontade  e decidimos que seguiríamos em frente com a idéia. Nós próximas 51 semanas postaremos um filme sobre o tema estipulado para aquela semana e que você pode encontrar completinho e bonitinho no post da Marina explicando sobre o desafio. Assim, você pode participar também <3

Bom, o primeiro tema é Feminismo, e o intuito é falar sobre um filme que seja sobre uma mulher, ou que aborde precisamente o tema. Segue nossas escolhas!

 

FERNANDA

 

PHOENIX, 2014

Phoenix

Nelly Lenz (Nina Hoss) é uma cantora judia, sobrevivente dos campos de concentração, mas que acaba toda desfigurada. Ela é levada para a Suiça pela melhor amiga para refazer o rosto por um médico especialista, e apesar de decidir que refaça o rosto que tinha, ela não fica exatamente igual.

Ao voltar pra Berlim para se recuperar, a cantora sai em busca do seu marido Johnny, e ao encontrá-lo, ele não a reconhece como Nelly e, pior, acha-a parecida com a esposa e propõe que ela finja sê-la, para pegar toda sua herança (porque a bicha é rica, meu bem).

Bom, se você não viu o filme, não deve estar entendendo nada, e se viu, talvez ainda não entenda. O filme aparentemente não tem muita coisa sobre feminismo – às vezes dá a impressão inversa. Ao longo dele você fica até com raiva da personagem principal por se enfiar nessa cilada, por querer tanto encontrar esse marido que, pra quem assiste, é bem claro que não é boa coisa. Eu mesma passei o filme inteiro me revirando na cadeira de cinema porque ficava incomodadíssima com a situação bizarra que Nelly se colocava, de aceitar participar do plano do marido, de topar fingir ser outra pessoa só para se aproximar dele. Mas, ao terminar de ver o filme, tive uma perspectiva um pouco diferente.

Nelly é uma personagem forte, de uma sutileza enorme. Todas as coisas que ela passou não foram nada fáceis, e o fato de se ver uma outra pessoa no espelho depois da cirurgia mexe muito com o emocional dela. A personagem está frágil, fraca, desestabilizada, e a vontade que dá ao assisti-la ao longo do filme é só que ela se reerga e veja o valor que tem, como sua amiga tenta mostrar o tempo todo. Que enxergue as atitudes erradas do marido, e não só as lembranças boas que tem dele, e que consiga ficar bem apesar desse baque. O final, pra mim, é um dos melhores finais de filmes que já assisti – sutilmente lacrativo. Saí do cinema sem palavras, e feliz pela personagem ser bem mais do que eu esperava. Feliz por sair com uma perspectiva diferente sobre sua história.

Também vale mencionar a amiga dela, Lene (Nina Kunzendorf), que é uma linda, realmente muito forte o tempo inteiro, racional, justa, e que você simpatiza logo de cara.

Como eu disse, o filme não é sobre feminismo. Mas a trajetória, a força e a pessoa que Nelly se torna me marcaram bastante, e achei que deveria falar sobre esse filme dessa vez. Talvez estivesse errada. Cês que escolhem ¯\_(ツ)_/¯

 

RAFAEL

 

MAD MAX, 2015

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Mad Max se passa em um mundo pós-apocalíptico onde água e gasolina são os bens mais valiosos da terra. É nesse lugar ~caótico~ que Max (Tom Hardy) é mantido como prisioneiro e, após conseguir fugir,  se junta à Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) para libertar as parideiras, mulheres que eram usadas como objeto por Imortan Joe (Hugh Keays-Byrne). O cara fica puto por isso e acaba começando uma perseguição implacável atrás deles.

Esse filme, à princípio, não era para ser muito além de muita ação, explosões e rock’n’roll, mas ele surpreende de uma forma linda. Além de ter tudo isso, ele mostra a luta dessas mulheres para se livrarem desse cara grotesco, que se acha dono delas de todas as formas, com um tapa na cara da sociedade.

Muito cara machista ficou puto com a forma que a história se desenrola porque por mais que o filme seja sobre o Max, ele é só uma peça para uma coisa muito maior que ele: A Imperatriz Furiosa e a fuga das mulheres do Imortan Joe. Elas representam muito bem a mulher hoje em dia, que, apesar de conquistarem um espaço bom comparado a antigamente, elas ainda são tratadas como inferiores em relação aos homens e como “só um objeto sexual”. O filme empodera elas de uma forma tão linda que no final você acaba achando o filme maravilhoso, com todo o clímax e ação de um bom filme do gênero. Até porque mulher pode fazer filme de ação ser bom sim, viu? É de encher o olho de lágrima e sair da sala do cinema com aquele orgulhozinho no peito.

 

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